Do you speak English?

31/05/2012 13:26

Dominar uma segunda língua é cada vez mais importante e amplia possibilidades no mercado de trabalho

Ao engajar no mercado de trabalho, na faculdade ou em uma empresa multinacional, o universitário busca cada vez mais enriquecer seu currículo profissional e aumentar suas qualificações. Com a globalização, o domínio de outros idiomas, principalmente o inglês, tornou-se um fator decisivo para a ocupação de melhores cargos nas empresas. Falar outra língua tornou-se fundamental no currículo de profissionais que buscam melhores oportunidades de emprego. O candidato deve estar preparado e saber a importância em buscar por outro idioma, não apenas na teoria, mas também na pratica. Isto é fator fundamental para não ficar de fora das seleções e oportunidades.

Saber o inglês, por exemplo, mesmo que seja no nível básico, é muito importante, pois a língua é a principal em muitos países e a segunda opção de idioma em vários outros. É o caso do Brasil. A migração do idioma para a língua portuguesa surgiu de forma bem rápida. Termos e expressões como “core”, “business”, “feedback”, entre outros, são utilizados diariamente em meio a conversas nas mesas de reuniões de muitas empresas. É cada vez maisfrequente ouvir palavras de origem estrangeira saindo da boca de jovens e adultos.

Visando esta capacitação, o Centro de Idiomas da Faculdade Pitágoras existe no sistema de ensino Kroton há 10 anos. No campus de Divinópolis o Centro chegou no segundo semestre de 2010 e, em sua grade curricular, os cursos oferecem três modalidades de ensino: básico, intermediário e avançado. O Centro de Idiomas está com inscrições abertas para a formação de novas turmas nos cursos de inglês e espanhol. Interessados em se matricular deverão comparecer na Faculdade 

Pitágoras Divinópolis e se dirigir ao Serviço de Atendimento ao Aluno (SAA).

De acordo com a professora de inglês e coordenadora dos cursos, Susana Costa, o Centro de Idiomas oferece descontos para os alunos da Faculdade Pitágoras. “É uma grande oportunidade para os universitários e também para pessoas que se interessem por estudar línguas estrangeiras. O nosso curso tem como grande diferencial a mensalidade, com um valor bem abaixo do mercado. Para estudantes matriculados na unidade são concebidos descontos de até 10% sob o valor das mensalidades, e o mesmo ocorre com seus parentes. Além disso, temos uma vez por semana uma aula exclusiva para conversação em classe, ou seja, são 4 horas a mais que proporcionam momentos de lazer em que praticamos uns com outros o que foi aprendido durante as aulas”, explica a professora.

Vários fatores como horários, cansaço e, na maioria dos casos, falta de tempo, fazem com que interessados pelo inglês ou espanhol deixem de buscar o curso de idiomas. “Com tantos motivos para fazer um curso de idiomas e já que a maioria dos universitários trabalha durante o dia e estuda à noite, criamos turmas alternativas nos fins de semana”, conta Susana. A coordenadora destaca que o curso está de portas abertas para todas as pessoas que se interessem pelo idioma. “O fato de termos um curso de idiomas dentro de uma faculdade não 

limita outras pessoas que queiram participar. Isto também é muito bom para enriquecer os laços da faculdade com a comunidade”, explica.

A modelo profissional Camila Brant é aluna do Curso de Idiomas da Faculdade Pitágoras e conta sobre seu aprendizado. “Eu já faço inglês há quase cinco anos. Minha profissão exige que eu tenha domínio de outros idiomas. Começei a viajar para o exterior muito cedo e vi a grande necessidade de aprender outras línguas. Para se falar o inglês fluente deve-se praticar o tempo todo, para não perder a pronúncia. Agora estou aproveitando mais esta oportunidade de estar aprendendo mais” explica a modelo, que é aluna do curso de Jornalismo na mesma faculdade.

O domínio de um segundo idioma pode tornar-se um grande decisivo no currículo de qualquer profissional. “Falar outro idioma já é tão importante para a carreira quanto a própria formação acadêmica. Hoje em dia, grandes empresas contratam funcionários de diversas origens e que, nem sempre, falam a língua local. Mas saber se comunicar em inglês e em espanhol, dois dos idiomas mais

falados em todo o mundo, é mais do que um diferencial. Participo de concursos de beleza e os concursos internacionais exigem que você fale inglês. Chego a passar até um mês fora do país me comunicando com meninas de vários países. È muito bom quando você percebe que está dominando uma outra língua”, diz Camila.

Inglês ou mandarim?

De acordo com uma pesquisa publicada pela revista Nova Escola, da editora Abril, o mandarim é atualmente o idioma mais falado do mundo, quando são levados em conta apenas os falantes maternos, ou seja, apenas quem fala o idioma devido a sua origem. A pesquisa destaca que o mandarim lidera a lista devido à grande população de chineses. O inglês, quando observado como segunda língua ou idioma popular, é o idioma mais falado do mundo. Apesar da influência de línguas emergentes, como o espanhol, o inglês continua a crescer e um desses fatores deve-se à importância norte-americana na economia mundial. Muitas pessoas acreditam que o mandarim seja o idioma do futuro. O motivo é o crescimento da economia chinesa. Vários países já possuem relações comerciais com a China, inclusive o Brasil.

Mas será que o mandarim ultrapassará o inglês e se tornará um idioma universal? Para a diretora da escola de idiomas Wizard, Ana Cristina Resende, isso é difícil de acontecer. “A China está despontando porque muitos produtos vêm do país, mas não acho que o idioma tome o lugar do inglês”, opina. A escola dirigida por Ana Cristina oferece aulas de mandarim, mas a procura pelo curso ainda é pequena. A turma atual é composta por quatro alunos que aprendem com um professor nativo. Os alunos que procuram o curso, geralmente, são pessoas interessadas em negócios na China, como empresários, por exemplo.

O curso existe há quatro anos na escola e, segundo a diretora, apesar de ser um idioma difícil, por não haver nenhum tipo de associação de palavras como ocorre no inglês, o brasileiro tem mais facilidade de aprender este e qualquer outro idioma. “Nós, brasileiros, falamos quase todos os tipos de sonoridade.

Por isso é mais fácil aprender outro idioma, a gente não enrola a língua para falar”, explica. Ana Cristina acrescenta que aprender uma segunda língua é fundamental nos dias atuais e que na cidade, assim como em todo país, as pessoas estão perdendo boas oportunidades de emprego por não falar outra língua. “A situação é preocupante. Na última convenção da rede em que estive foram apresentados dados oficiais de que somente 2% da população brasileira fala inglês fluente. É muito pouco para um país que irá sediar a Copa e as Olimpíadas”, afirma.

Ana dá algumas dicas para quem pretende aprender outro idioma: “Disciplina, força de vontade e dedicação são fundamentais. Quem ainda fala apenas um idioma deve correr atrás. Já passou da hora e você está ficando para trás.”

Libras

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi criada para facilitar a comunicação de pessoas com deficiência auditiva. O objetivo é possibilitar sua inserção em escolas de ensino regular, sua convivência com outras pessoas deficientes e, consequentemente, aumentar as chances de entrada no mercado de trabalho. A linguagem é utilizada por pessoas com deficiência auditivas e proporciona uma maior integração, reduzindo as diferenças entre elas. Diferente do que pensa a maioria, as línguas de sinais não formadas apenas por gestos e mímicas feitos de forma aleatória. As Libras têm um sistema próprio de estrutura gramatical. Os sinais se formam a partir de combinações de formas e movimentos das mãos e também de outros pontos do corpo, chamados pontos de referência.

A inclusão de pessoas com deficiência física no mercado de trabalho ainda é um grande problema no Brasil. No entanto, aos poucos as condições de vida para estas pessoas vão melhorando. Após o lançamento da Lei de Inclusão de Deficientes no mercado de trabalho, estes cidadãos passaram a ser vistos com outros olhos. A Lei 8213/91, de 24 de julho de 1991, conhecida como a Lei de Cotas, trouxe a oportunidade para estes profissionais mostrarem seu talento e para contribuir nas grandes e médias empresas espalhadas pelo país.

Nesvalnir Gonçalves Silva é professora e trabalha na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) há 20 anos com deficientes auditivos e alunos com transtornos evasivos. Os alunos podem frequentar a APAE a partir do primeiro mês de vida mediante encaminhamento médico. Um dos objetivos da Associação é oferecer condições para que essa pessoa ingresse no mercado de trabalho assim que completa 18 anos. Ao passar por diferentes processos de preparação como a alfabetização, regras de comportamento e adequação no mercado de trabalho, e também conhecendo seus direitos e deveres pela legislação trabalhista, o deficiente sai mais preparado para os desafios do meio profissional. Os portadores de deficiência auditiva, por exemplo, são reconhecidos por sua total competência e atenção no trabalho. “O processo de aprendizagem de Libras se inicia assim que o aluno entra na APAE. Enfatizamos também o processo de leitura labial, com o objetivo de facilitar o convívio dele com as demais pessoas”, conta Nesvalnir.

Nas APAEs são oferecidas oficinas pré-profissionalizantes. Ao longo do tempo de estudos, os alunos aprendem a realizar atividades práticas como o manuseio de papel reciclado para a confecção de convites de casamento e cartonagem, por exemplo. Outra oficina é a culinária, em que vários tipos de alimentos (como salgados, picolés e sorvetes) são produzidos pelos alunos e depois vendidos em vários pontos espalhados pela cidade. Nesvalnir explica que, quando o aluno consegue passar pela parte acadêmica, aos 14 anos ele é encaminhado para uma avaliação de aptidão para a sua inserção no mercado de trabalho. Estando apto, aos 16 anos ele vai para o estágio supervisionado, que acontece três vezes por semana no horário posterior ao da escola. Ao completar 18 anos, o aluno se insere definitivamente no mercado de trabalho. A professora ressalta com grande satisfação que a APAE tem “mais de 50 alunos trabalhando. Muitos empresários fazem lista de espera para tê-los trabalhando em suas empresas”.

Nesvalnir ressalta que vem melhorando muito a inclusão das pessoas portadoras de algum tipo deficiência física. Ela cita como exemplo as mudanças no transporte público, nas escolas e no mercado de trabalho. Porém

chama a atenção para uma possível desinformação. Segundo a professora, hoje há uma divulgação maior sobre a deficiência. As pessoas entendem e não têm “medo” do menino que está na cadeira de rodas ou que toma uma medicação e, por conta disso, fica mais alterado. Mas, para ela, ainda hoje existe o tratamento inadequado: com muito descaso ou, às vezes, com um carinho excessivo que também não é o correto. “Mas o conhecimento que a população tem hoje das deficiências melhorou muito a convivência, ajudando, consequentemente, a inclusão no mercado de trabalho”, finaliza.

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Reportagem produzida pelos alunos do curso de Jornalismo da Faculdade Pitágoras Divinópolis/MG: Elissandra Santos, Elysa Carla, Flávia Campagnani e Marciel Muniz (3º Período)

Imagens: AGP3 e Flávia Campagnani

Edição e Supervisão: Professor Ricardo Nogueira (MG 11.295 JP)

 

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